O pessimismo no agronegócio

A forte queda de 10,9 pontos no segundo trimestre de 2014 em relação ao trimestre anterior, passando de 102,7 para 91,8 pontos, é a comprovação daquilo que muitos já suspeitavam e temiam: a onda pessimista, que atinge praticamente todos os setores da economia, chegou ao único setor que ainda resistia e permanecia neutro/otimista, graças aos excelentes resultados de produção e exportação que contribuem até hoje para a manutenção de nossa balança comercial favorável.

O índice apresentou variação negativa em todos os elos da cadeia, do pré-porteira (-7,8 pontos) ao pós-porteira (-19,8 pontos), deixando claro o descontentamento do setor com a situação atual da economia brasileira e a diminuição do otimismo em relação à situação futura. Mesmo a “confiança do produtor agrícola”, que geralmente se mantém elevada, caiu 6 pontos na comparação com o 1º trimestre de 2014, em grande parte pela preocupação com os custos de produção.

O momento ruim da economia brasileira também reflete na sua capacidade de fazer frente a outros países concorrentes. Nos últimos quatro anos, o Brasil foi o que mais perdeu posições no ranking mundial de competitividade, caindo 38º lugar para o 54º entre as 60 economias analisadas pelo International Institute for Management Development (IMD) e pela Fundação Dom Cabral. Esses dados, somados ao pessimismo que agora assombra o agronegócio, sinalizam a necessidade de criarmos um ambiente de negócios mais seguro e estruturado no setor, com sólidos investimentos em políticas agrícolas, infraestrutura, logística e, principalmente, tecnologia, uma das grandes responsáveis pelo aumento da produtividade brasileira.

Os agricultores brasileiros têm feito sua parte. O Índice de Confiança do Agronegócio mostra que houve manutenção da expectativa de investimento em tecnologia ligada ao custeio da safra. Isso demonstra a preocupação com a alta incidência de pragas e doenças e o aumento no custo de produção, que levam a um maior uso de defensivos agrícolas e de sementes mais produtivas. Prova disso é o aumento de 17,9% nas vendas de defensivos agrícolas em 2013 em relação a 2012, segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg).

Não podemos permitir que o agronegócio, um dos motores mais confiáveis e eficientes da nossa economia, comece a engasgar. Se o setor que responde por um terço dos empregos e um quarto do PIB do País começa a ficar pessimista, é sinal de que precisamos reagir rápido e investir em políticas públicas voltadas ao agronegócio. O cenário macroeconômico dos últimos 12 meses amedronta até o mais otimista dos agricultores, mas sabemos que alguns gargalos já se estendem por muitos anos, como crédito agrícola e a falta de uma infraestrutura logística que atenda com maior eficiência o escoamento da produção interna e externa. Que aproveitemos o período das eleições para analisar as propostas de cada candidato e eleger aquela que melhor nos atenda.

Eduardo Daher é diretor-executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal, Andef

 

Fonte: Prole Gestão de Imagem


 
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